13/07/2004
Microsoft Project ganha concorrente Open Source
Orçamento curto mas sedento para usar Microsoft Project? Então dê um pulinho até www.openworkbench.org para fazer download do Open Workbench, que foi recentemente lancado como open source.
Não tem todas os penduricalhos do MS project mas pelo preço (R$ 0,00), é uma oferta imbatível.
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Não tem todas os penduricalhos do MS project mas pelo preço (R$ 0,00), é uma oferta imbatível.
10/07/2004
Oracle 10g faz bonito na análise da eweek.com
Recentemente, eweek.com analisou as versões 10g dos produtos Oracle. As análises são muito positivas - em especial para o banco de dados. Em particular, foram ressaltados os aperfeiçoamentos em administração e a facilidade de upgrade.
Confira a matéria aqui.
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Confira a matéria aqui.
09/07/2004
Revisitando Use-Cases
Ontem dei uma paradinha na rotina diaria para participar de um workshop sobre Use-Cases, promovido pela Software Productivity Center Inc., que é uma respeitada firma de consultoria e treinamento aqui em British Columbia, Canada.
Use-Case é o tipo de assunto que não oferece nenhum grande desafio de fato para entender as técnicas MAS da sua aplicação podem advir resultados dramaticamente diferentes em termos de qualidade, dependendo principalmente da experiência do praticante e do grau de envolvimento do usuário.
A ideia do workshop era que a partir de uma sucinta descrição de um projeto de desenvolvimento de software os participantes identificassem os prováveis Use-Cases. É verdade que estava faltando metade da equação neste trabalho - o usuário - mas de qualquer forma foi muito interessante.
Ao final do dia havia um razoável consenso sobre os principais Use-Cases, mas observar a variedade de Use-Cases candidatos que apareceu no turno da manhã foi realmente surpreendente.
Para terminar, aqui vão os 10 pecados capitais de Use-Cases identificados por Susan Lilly, no artigo How to Avoid Use-Case Pitfalls, publicado na Software Development Magazine on-line.
1. The system boundary is undefined or inconstant.
2. The use cases are written from the system's (not the actors') point of view.
3. The actor names are inconsistent.
4. There are too many use cases.
5. The actor-to-use case relationships resemble a spider's web.
6. The use-case specifications are too long.
7. The use-case specifications are confusing.
8. The use case doesn't correctly describe functional entitlement.
9. The customer doesn't understand the use cases.
10. The use cases are never finished.
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Use-Case é o tipo de assunto que não oferece nenhum grande desafio de fato para entender as técnicas MAS da sua aplicação podem advir resultados dramaticamente diferentes em termos de qualidade, dependendo principalmente da experiência do praticante e do grau de envolvimento do usuário.
A ideia do workshop era que a partir de uma sucinta descrição de um projeto de desenvolvimento de software os participantes identificassem os prováveis Use-Cases. É verdade que estava faltando metade da equação neste trabalho - o usuário - mas de qualquer forma foi muito interessante.
Ao final do dia havia um razoável consenso sobre os principais Use-Cases, mas observar a variedade de Use-Cases candidatos que apareceu no turno da manhã foi realmente surpreendente.
Para terminar, aqui vão os 10 pecados capitais de Use-Cases identificados por Susan Lilly, no artigo How to Avoid Use-Case Pitfalls, publicado na Software Development Magazine on-line.
1. The system boundary is undefined or inconstant.
2. The use cases are written from the system's (not the actors') point of view.
3. The actor names are inconsistent.
4. There are too many use cases.
5. The actor-to-use case relationships resemble a spider's web.
6. The use-case specifications are too long.
7. The use-case specifications are confusing.
8. The use case doesn't correctly describe functional entitlement.
9. The customer doesn't understand the use cases.
10. The use cases are never finished.
07/07/2004
O custo da qualidade x o custo da não-qualidade
Aos poucos vão emergindo mais detalhes sobre o problema que afetou o processamento das transações bancárias do Royal Bank (maior banco Canadense) no mês passado.
Entre os desdobramentos do caso, é possível que o banco abdique de cobrar taxas bancárias por um mês, para tentar acalmar seus clientes. O custo do "calmante" é estimado em 165 milhões de dólares!
Muito? Pois pode ser micharia dada a possibilidade de que uma ação que está rodando na justiça gere uma indenização de 500 dólares por cada cliente afetado. Como o banco tem por volta de 10 milhões de clientes e praticamente todos foram afetados pelo bug, isto pode chegar a 5 bilhões!
Lição? Nada de novo sob o céu: qualidade custa caro mas ausência de qualidade pode ser mais caro ainda. Às vêzes, até fatal.
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Entre os desdobramentos do caso, é possível que o banco abdique de cobrar taxas bancárias por um mês, para tentar acalmar seus clientes. O custo do "calmante" é estimado em 165 milhões de dólares!
Muito? Pois pode ser micharia dada a possibilidade de que uma ação que está rodando na justiça gere uma indenização de 500 dólares por cada cliente afetado. Como o banco tem por volta de 10 milhões de clientes e praticamente todos foram afetados pelo bug, isto pode chegar a 5 bilhões!
Lição? Nada de novo sob o céu: qualidade custa caro mas ausência de qualidade pode ser mais caro ainda. Às vêzes, até fatal.
05/07/2004
BC, Canadá: Mercado de Data Architect, Data Warehouse e Business Intelligence
Aos especialistas no assunto que têm aquele olho comprido para o Canadá: vagas para pessoal qualificado e com experiência nesta área têm crescido significativamente nos últimos meses aqui em British Columbia. Há fortes sinais de que as empresas não estão achando profissionais com bagagem no assunto.
A maioria dos projetos é para Oracle. Vagas estão sendo abertas para projetos previstos para durar mais de dois anos!
Estas posições são usualmente bem remuneradas pois estão sempre ligadas ao coração da enterprise.
Quem arrisca?
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A maioria dos projetos é para Oracle. Vagas estão sendo abertas para projetos previstos para durar mais de dois anos!
Estas posições são usualmente bem remuneradas pois estão sempre ligadas ao coração da enterprise.
Quem arrisca?
DBA na Índia?
Fala-se muito em empregos de TI que estão migrando da América do Norte para a Índia, Filipinas e até China. Em que medida isto acontece ainda é complicado de entender e as análises variam drasticamente - frequentemente como função do interesse do analista ou da empresa a que ele está subordinado.
Deixando de lado o aspecto quantidade, há também uma discussão sobre que perfil de empregos de TI estão deixando os EUA.
No artigo Why Outsourcing the DBA is Not an Option, publicado na Database Trends, em Maio deste ano, Craig S. Mullins explica porquê - em sua opinião - é melhor ter o administrador de Banco de Dados "on site".
Quão isento é o artigo?
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Deixando de lado o aspecto quantidade, há também uma discussão sobre que perfil de empregos de TI estão deixando os EUA.
No artigo Why Outsourcing the DBA is Not an Option, publicado na Database Trends, em Maio deste ano, Craig S. Mullins explica porquê - em sua opinião - é melhor ter o administrador de Banco de Dados "on site".
Quão isento é o artigo?
01/07/2004
Anotações sobre Open Source Software (OSS): o autor.
Quem admira tanto OSS and Linux?
Os comentários sobre OSS reproduzidos no posting anterior foram pinçados de um memorando interno da Microsoft, vazado para o público em 1998.Há seis anos atrás a Microsoft já enxergava que a única real ameaça ao seu negócio vinha não de outra empresa mas de um outro modelo de criação e distribuição de software.
Mais realistas que o rei?
No entanto, apesar da explícito reconhecimento da MS a respeito da ameaça que OSS representa para o seu negócio, alguns analistas de plantão ainda gastam seu tempo (e o dos seus leitores) questionando a viabilidade do OSS.A bem da verdade, é importante dizer que alguns destes analistas não são pagos pela MS.
Por quê a MS teme tanto OSS?
Porque OSS questiona os fundamentos do modelo de negócios da Microsoft. No mundo da MS o seu maior patrimônio é um conjunto enorme de código fonte. Ela faz dinheiro através da venda de produtos compilados a partir deste código fonte.Ora, OSS não vende o produto e ainda entrega junto o código-fonte!
Isto é mais ou menos como uma luta de guerrilha contra um exército convencional: a maior arma da guerrilha é a subversão das regras estabelecidas!
Mas se OSS triunfa então ninguém mais faz dinheiro com software?
A pergunta começa errado: ninguém em sã consciência enxerga OSS acabando com o modelo tradicional de venda de software. Nem é este o objetivo de OSS e OSS não "triunfa" neste sentido. O que se deseja é criar um modelo alternativo atraente o suficiente para promover ganhos significativos em duas esferas:- técnica: produzir software de melhor qualidade e promover inovação tecnológica (o amigo ainda pensa que a MS traz inovação?)
- política: diminuir o risco econômico e social trazido pelos planos de dominação intergalática da MS.
Se a MS não suceder em seus planos para detonar OSS é provável que OSS e o modelo tradicional convivam lado a lado, com acidentais ganhos e perdas aqui e acolá, dependendo das circunstâncias.
Também tem um segredinho: OSS dá dinheiro, sim. Primeiro pelo prestígio que empresta à firma ou ao profissional. Depois, na forma de serviços agregados ao produto.
Será possível construir meu fantástico sistema de Ordem de Pagamento com OSS?
Se não for, isto provavelmente indica incompetência da equipe de desenvolvimento. O maior e mais complexo sistema de software do mundo - a Internet - é construído e mantido com tecnologias e protocolos abertos e majoritariamente com OSS.Bill Portões e seus dólares
É equivocado pensar que as pessoas se incomodam com o velho Bill por causa de sua montanha de dólares. Outras pessoas tem quase tanto dinheiro quanto ele (qual é mesmo a diferença entre 40 e 35 bilhões de dólares?) e não são alvo de críticas como as sofridas por este humilde nerd norte-americano.O que incomoda de fato as pessoas que acompanham o mercado de software são as práticas comerciais monopolistas praticadas pela MS. Toneladas de evidências provam que a MS busca o monopólio "by all means". Táticas legais mas frequentemente sujas são utilizadas na execução do seu plano, como
- comprar empresas que comecem a ameaçar qualquer um de seus produtos
- usar a base instalada de seus sistemas operacionais para promover a rentabilidade de seus aplicativos
- dificultar acesso de terceiros às APIs do Sistema Operacional de forma que os produtos de terceiros não sejam tão performáticos como os da MS
- secretamente, adicionar extensões proprietárias à APIs padrões, de forma que os produtos acabem sendo desenvolvidos com dependência do Sistema operacional (isto foi comprovadamente utilizado - e está documentado no caso anti-monopólio - para atar os desenvolvedores Java à plataforma Windows)
- apropriar-se de idéias/protocolos/tecnologias abertas para desenvolver produtos fechados (alguém se lembra do Netscape Navigator?)
- oferecer produtos de graça para liquidar produtos de terceiros (alguém se lembra do Netscape Navigator?)
- artificialmente amarrar aplicativos com o Sistema Operacional de forma a argumentar que seus aplicativos não podem ser removidos do Windows (alguém falou IE?)
- subsidiar "pesquisadores neutros" que invariavelmente produzem pesquisas que apontam os produtos da empresa como mais atrativos que os outros ou OSS
- promover FUD sempre que possível
- subsidiar (via arranjos com terceiros) empresas que tentam questionar a legalidade do OSS (alguém falou SCO?)
- etc, etc, etc
FUD? O que é isto, meu querido?
FUD é um acrônimo em inglês para Fear, Uncertainty, and Doubt. Para ler mais sobre isto, clique aqui.A iniciativa do governo brasileiro de promover OSS é válida?
Depende dos objetivos. Governos são entidades políticas e então o componente político é sempre um fator importante em suas decisões. Se o objetivo é diminuir a dependência da máquina estatal a uma empresa que busca sedentamente o monopólio de qualquer coisa que involva bytes no planeta, então esta iniciativa pode fazer sentido.Economicamente, sabe-se que OSS não é de graça. O produto é de graça mas frequentemente tem maior custo de integração. Há também, o custo de re-treinamento. Mas note que mesmo que o valor seja o mesmo, dinheiro do governo investido em produto Microsoft vai para os cofres da Microsoft. Por outro lado, a mesma quantia, quando investida em integração e treinamento, vai para uma variadade de empresas e profissionais nacionais, alavancando crescimento e prosperidade em diversos nichos de mercado. Assim, pode fazer sentido, também.
Em termos de segurança, OSS é reconhecidamente melhor. Governos não podem ignorar o aspecto segurança e está aí um belo case para OSS.
Cada empresa deve analisar se OSS lhe serve, e em que circunstancias. Governos também. E o fato incontestável é que mais e mais governos de diversos níveis em diferentes países estão adotando OSS.
Reduzir a opção por OSS a "mais uma coisa do PT" é perder quase 100% da perspectiva.
30/06/2004
Anotações sobre Open Source Software (OSS). De quem, mesmo?
"Recent case studies (the Internet) provide very dramatic evidence ... that commercial quality can be achieved / exceeded by OSS projects."
"OSS is long-term credible"
"Linux and other OSS advocates are making a progressively more credible argument that OSS software is at least as robust -- if not more -- than commercial alternatives. The Internet provides an ideal, high-visibility showcase for the OSS world"
"Linux has been deployed in mission critical, commercial environments with an excellent pool of public testimonials. ... Linux outperforms many other UNIXes ... Linux is on track to eventually own the x86 UNIX market ..."
"The ability of the OSS process to collect and harness the collective IQ of thousands of individuals across the Internet is simply amazing"
Quem será que tem tanta admiração assim por OSS e Linux?
Resposta em breve.
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"OSS is long-term credible"
"Linux and other OSS advocates are making a progressively more credible argument that OSS software is at least as robust -- if not more -- than commercial alternatives. The Internet provides an ideal, high-visibility showcase for the OSS world"
"Linux has been deployed in mission critical, commercial environments with an excellent pool of public testimonials. ... Linux outperforms many other UNIXes ... Linux is on track to eventually own the x86 UNIX market ..."
"The ability of the OSS process to collect and harness the collective IQ of thousands of individuals across the Internet is simply amazing"
Quem será que tem tanta admiração assim por OSS e Linux?
Resposta em breve.
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