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Para onde vai IT?

Uma vez mais me pego lendo uma artigo sobre offshore outsourcing - expressão que eu não sei como está sendo traduzida para o Português.

Desta vez foi na eweek.com, em um artigo sobre o <a href="http://www.eweek.com/article2/0,1759,1572937,00.asp">leilão da área de tecnologia da BBC</a>.

Isso mesmo: leilão. Aparentemente, por questões de ineficiência, a BBC está liquidando seu staff de tecnologia e quer agora comprar serviço.

Este artigo traz à tona várias discussões importantes sobre IT.

Primeiro - e mais importante: independente de que abordagem se tiver, goste-se ou não, IT é apenas um recurso corporativo cujo objetivo é agregar valor à empresa. Se o mercado identifica que existem estratégias mais efetivas de maximizar o Return on Investment (ROI) e minimizar o Total Cost of Ownership (TOC) o mercado vai se re-estruturar para se adaptar a estas novas estratégias.

Em outras palavras: IT na corporação só faz sentido em uma perspectiva de negócios.

Se isto significa a) fechar toda o departamento de tecnologia e b) contratar serviços de terceiros então é o que vai acontecer.

Particularmente, sinto esta tendência crescendo rapidamente aqui na América do Norte - muito mais nos Estados Unidos que no Canadá. CEOs se perguntam: porque minha empresa deveria

1. contratar um grupo de administradores de sistemas

2. comprar servidores e cuidar de atualizacoes de hardware

3. adquirir e ficar gerenciando licenças de software

4. instalar e gerenciar toda a infra-estrutura (cabeamento, racks, ar-condicionado, backup, etc, etc)

5. investir e gerenciar firewall e outros recursos de segurança

5. alocar um infeliz apenas para ficar aplicando e gerenciando patches

se tudo que eu quero é um serviço de email rodando sem problemas?

Amigos, preparem-se: na minha opinião em poucos anos vai haver uma devassa nos departamentos de sistemas corporativos. Vão ficar os profissionais capazes de intermediar e gerenciar os serviços contratados. É a volta do generalista (os especialistas vão estar contratados pelas empresas que fornecerão os serviços).

Nada disto é realmente novo, mas eu quero ressaltar aqui a aceleração da tendência e a escala em que estas coisas devem acontecer.

O outro ponto evidenciado neste artigo é que este "outsourcing" é "offshore". E aí, mais uma vez eu me pergunto: por que é que este offshore não tem significado serviços sendo contratados no Brasil. Alguém tem alguma idéia?

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